A Contabilidade da Criação

01/07/2010

Big Bang

Não passo de leigo em Física, ou Cosmologia. Lammer, Wanabe. Assumido.

Mas brincando um pouco com números, e usando uns conceitos que estavam lá, mofando no baú da época do Segundo Grau (é, moçadinha, era como a gente chamava nosso querido ensino médio, nos idos de 1991), a gente pode se divertir um pouco.

Começa assim:

E = mc^2; onde:

Energia (E) é a contida na porção de matéria em questão; ou, a parcela de energia efetivamente aproveitada na reação para torcer o espaço-tempo até que ele tome características de matéria (quarks, léptons, gravitron, etc., que geram mésons e elétrons, e então átomos).

Massa (m) é a porção de matéria que contém a energia E.

c = velocidade da luz ~ 3 . 10^8 m/s

Ora, a pequena parcela de energia efetivamente transformada em matéria (B) pelo Big Bang gerou a massa (M) estimada do Universo (deste, apenas): M=10^57 g.

Daí, vem:

B=Mc^2
B=10^57 g . (3 . 10^8 m/s)^2
B=10^57 g . 9 . 10^16 m/s
B=9 . 10^73 g.m^2.s^(-2)=9 . 10^70 J

Isto dá cerca de 90.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 joules – ou 25.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 kWh (quilowatt-hora, aquele da conta de luz)

Para comparar:

  • Uma casa típica consome cerca de 200 kWh por mês
  • A humanidade consome cerca de 131.000.000.000.000 kWh por ano (quase tudo na forma de combustível fóssil)
  • O Sol, nossa estrelinha, demora uma hora inteirinha para produzir meros 1.400.000.000.000.000.000.000.000.000 kWh! ‘Tadinho!

E não se esqueçam: aquele nove seguido de setenta zeros lá de cima foi apenas a energia que efetivamente foi transformada em matéria – apenas uma ínfima fração da energia total necessária para a reação.

É, pessoal… Deus é grande.

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